{"id":9045,"date":"2007-04-11T09:46:19","date_gmt":"2007-04-11T08:46:19","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cronicaelectronica.org\/?p=9045"},"modified":"2017-01-11T09:47:03","modified_gmt":"2017-01-11T08:47:03","slug":"the-wayward-regional-transmissions-reviewed-by-bodyspace","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/blog.cronicaelectronica.org\/?p=9045","title":{"rendered":"\u00e2\u20ac\u0153The Wayward Regional Transmissions\u00e2\u20ac\u009d reviewed by Bodyspace"},"content":{"rendered":"<p>O glitch revela-se por meio das mais misteriosas formas. Como express\u00c3\u00a3o incidente no aproveitamento da anomalia, varia conforme os tempos e amea\u00c3\u00a7a n\u00c3\u00a3o acusar desgaste enquanto forem question\u00c3\u00a1veis os dogmas de um corpo sonoro puro e primo. Ran Slavin, em medita\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o sobre o territ\u00c3\u00b3rio de M\u00c3\u00a9dio Oriente que abrange a sua p\u00c3\u00a1tria Israelita, parece bem ciente dos m\u00c3\u00baltiplos atributos de que se pode valer o glitch se for seu prop\u00c3\u00b3sito reter cerebralmente a aten\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o enquanto lhe \u00c3\u00a9 servida um conjunto de paisagens, cen\u00c3\u00a1rios virtuais e argumentos alegorizados. N\u00c3\u00a3o se julgue com isso que The Wayward Regional Transmissions envereda pela mais trai\u00c3\u00a7oeira via panflet\u00c3\u00a1ria ou explicitamente pol\u00c3\u00adtica &#8211; Ran Slavin tem na manga prop\u00c3\u00b3sitos muito mais dignificantes e elaborados para a teia que tece a partir do imponente glitch, guitarra e acrescentes \u00c3\u00a9tnicos conferidos pela Bulbultarang (uma esp\u00c3\u00a9cie de banjo indiano), Ud (instrumento de cordas eg\u00c3\u00adpcio) e samples de pop regionalmente t\u00c3\u00adpica (em \u00e2\u20ac\u0153Kiosk in Furadis\u00e2\u20ac\u009d).<\/p>\n<p>Antes de serem revelados os tais prop\u00c3\u00b3sitos, importa primeiro citar Bom filho a casa torna como um dizer que se aplica na perfei\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o ao sentido protector que leva a portuense Cr\u00c3\u00b3nica a manter por perto os estetas mais cativantes integrados no seu cat\u00c3\u00a1logo. Depois do convite para integrar o segundo tomo da s\u00c3\u00a9rie Product, Tropical Agent \/ Ears in Water, Ran Slavin regressa \u00c3\u00a0 label de Miguel Carvalhais com este The Wayward Regional Transmissions, numa altura em que atravessa inspirad\u00c3\u00adssimo per\u00c3\u00adodo na sua j\u00c3\u00a1 longa e multifacetada carreira, ou assim o demonstra o soberbo disco de perdi\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o Insomniac City, editado o ano passado pela Mille Plateaux e que ainda n\u00c3\u00a3o deixou de revelar c\u00c3\u00a2maras ocultas desde a\u00c3\u00ad.<\/p>\n<p>Sem mais demoras, enumerem-se as peculiaridades que fazem do glitch de Ran Slavin o c\u00c3\u00b3digo de cuja a assimila\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o se depende para ler ou se perder no mapa formado por The Wayward Regional Transmissions. Dificilmente se acredita encontrando-o assim, apenas escrito, mas \u00c3\u00a9 poss\u00c3\u00advel simular a sensa\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o de pesado jet lag a partir do glitch &#8211; tornando-o insoluvelmente denso e subterfluente, aplicando-o \u00c3\u00a0 corros\u00c3\u00a3o da guitarra e outras frequ\u00c3\u00aancias mais lineares de modo a que sobra apenas a estranheza. Ran Slavin recebe-nos de um modo calorosamente \u00c3\u00a9tnico (com a manipula\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o dos instrumentos acima citados) e depois espera que, de olhos vendados por um glitch cr\u00c3\u00adptico, consigamos regressar at\u00c3\u00a9 um ponto seguro. Com a agravante de neste seu \u00c3\u00baltimo trabalho, tal como j\u00c3\u00a1 acontecia em Insomniac City, a tend\u00c3\u00aancia seja por alongar-se al\u00c3\u00a9m do esperado, talvez como forma de fazer com que se sinta ainda mais perdido e privado de piso firme quem der por si t\u00c3\u00a3o distante do in\u00c3\u00adcio como do fim da faixa.<\/p>\n<p>Mesmo assim, n\u00c3\u00a3o podia esta resenha terminar sem mencionar a imensur\u00c3\u00a1vel obrada deixada por Muslimgauze (Bryn Jones, falecido em 1999), que ser\u00c3\u00a1 muito provavelmente dos mais inestim\u00c3\u00a1veis reaproveitadores da inspira\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o oferecida musicalmente pelo M\u00c3\u00a9dio Oriente \u00e2\u20ac\u201c ele que apoiava incondicionalmente a causa Palestiniana e procurava arrastar o brio dessa at\u00c3\u00a9 aos seus mil e um discos (\u00c3\u00a9 literal a afirma\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o). Embora se encontrem em lados opostos da barricada, Muslimgauze e Ran Slavin trabalham o apelo \u00c3\u00a9tnico da conturbada zona de forma equivalentemente apaixonante. Muslimgauze convida a percorrer fantasiosamente as ruas e a contactar de perto com elas (quando ele, em vida, nunca o fez), Ran slavin prop\u00c3\u00b5e a que as observemos desde que filtradas pela sua vontade alqu\u00c3\u00admica. The Wayward Regional Transmissions \u00c3\u00a9 uma b\u00c3\u00bassola que se pretende desregulada. Por pura coincid\u00c3\u00aancia ou n\u00c3\u00a3o, representa, ao lado de The Temple Bell de Old Jerusalem, um dos grandes lan\u00c3\u00a7amentos deste ano a conhecer carimbo de uma casa c\u00c3\u00a1 do burgo.<\/p>\n<p>Miguel Ars\u00c3\u00a9nio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O glitch revela-se por meio das mais misteriosas formas. 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