Matilde Meireles’s “Four Tales” reviewed by A Cabine

A artista sonora Matilde Meireles regressou à Crónica no passado dia 10 de março para lançar o seu novo álbum, “Four Tales”. O disco é fruto de uma performance ao vivo e está, como não poderia deixar de ser, repleto de field recordings trabalhados ao longo de mais de 1h.

O álbum articula som e arquitetura numa “conversa que expande os sentidos”, explorando cidade e água como “entidades interligadas”, escreve-se nas notas oficiais. O álbum, com três faixas a solo e uma colaborativa, resulta do projeto DRIFT, um pavilhão flutuante concebido como instrumento e espaço público em Belfast em 2024.

“Matilde Meireles é uma artista sonora e investigadora que recorre a field recordings para compor projetos que partem de cada local”, pode ler-se na biografia oficial – aliás, algo que pudemos comprovar no OUT.FEST 2025. “De carácter profundamente exploratório, combinando improvisação e outros fluxos sonoros com múltiplas abordagens de gravação, o seu trabalho concretiza-se através de atuações ao vivo, instalações, lançamentos de álbuns, projetos comunitários, workshops e publicações tanto académicas como criativas.”

Tal qual “Four Tales”, os trabalhos partem então dessa investigação e recolha nos sítios. “Sunnyside” (2020), por exemplo, baseia-se em gravações feitas em Belfast, cidade irlandesa onde a portuguesa fez doutoramento no Sonic Arts Research Center, na Queens University. Com um percurso que passa pelo OSSO Colectivo ou a investigação, Matilde Meireles tem muito mais para mostrar, como é caso dos outros trabalhos editados pela portuense Crónica.

Encontra “Four Tales” no Bandcamp. Há versão física (CD) disponível. Daniel Duque.

via A Cabine